LHC (Large Hadron Collider)

        Recentemente, com altíssimos investimentos suportados pelo consórcio entre os principais países do mundo, incluindo o Brasil, foi construído o maior acelerador de partículas do planeta o LHC sigla para Large Hadron Collider.

       Os milhares de cientistas envolvidos no mega projeto pretendem identificar o imaginário bóson de Higgs, também denominado a partícula de Deus, que seria o responsável pela materialidade do universo e também poderia validar a teoria do modelo padrão, o átomo divisível idealizado por Rutherford e Bohr.

       Sabemos que a materialidade não surgiu do bóson de Higgs como querem crer os idealizadores do LHC. Segundo a teoria pitagórica a densidade da matéria surge das quantidades e não das qualidades e isto está demonstrado cabalmente na equação einsteiniana.

       A ousadia em aceitar um átomo divisível contra todas as evidências impediu a compreensão da essência das coisas, comprometeu toda a ciência e levou a uma série de interpretações equivocadas como, p. ex; o princípio da incerteza, a não localidade, a onda partícula. Tais equívocos retardaram o caminho que levaria diretamente ao encontro do maior triunfo da ciência representado pelo sistema fixo e universal, em relação ao qual seria possível medir o movimento e assim, aclarar a doutrina do relativismo.

       “Mas Einstein continuou resistindo, e sempre criando novas maneiras de demonstrar que as incertezas inerentes às interpretações formuladas por Niels Bohr, Werner Heisenberg, Max Born e outros significava que alguma coisa estava faltando nas explicações desses cientistas sobre a realidade” (Walter Isaacson 2007 – Einstein – Sua vida seu universo – pag. 458)

        Como já foi exposto acima o LHC é uma sigla para “Large Hadron Collider” ou gigantesco colisor de hadrons. A esse respeito, ciente de minhas limitações, vou dar um exemplo para explicar resumidamente de modo muito simples o funcionamento e também o principal objetivo do projeto. 

       Os cientistas envolvidos pretendem acelerar supostos átomos divisíveis (núcleos atômicos) e assim provocar colisões com intensidade suficiente para produzir um jato de partículas e identificá-las, uma a uma. O objetivo principal seria identificar o Bóson de Higgs, segundo eles, a única peça que falta para montar o quebra-cabeça que explicaria a materialidade do universo.

       Para exemplificar o pretenso fenômeno de modo simples e prático, passamos a imaginar que no laboratório do LHC haja pequeníssimos cestos de laranjas (aglomerados atômicos), cada cesto contendo noventa bilhões de microscópicas laranjas (átomos). O cesto de laranjas representa o núcleo atômico e as laranjas representam os átomos. Os cientistas pretendem estudar as laranjas (átomos) individualmente. Para isso devem separá-las uma a uma. As laranjas (átomos) estão unidas entre si — os cientistas resolveram acelerá-las em sentidos opostos para provocar colisões com força suficiente para separá-las, umas das outras. Desde 1927 quando construíram o primeiro acelerador de partículas, até hoje, os cientistas conseguiram dividir o aglomerado maior em alguns escassos aglomerados menores.

        O maior equívoco surgiu quando os cientistas esqueceram que os núcleos menores, erroneamente denominados partículas elementares são formados de aglomerados de laranjas inteiras e indivisíveis (átomos) e o mais grave, passaram a denominar o aglomerado maior de átomo, e os aglomerados menores de partículas elementares como se fossem pedaços de átomos.

       Até hoje persiste o equívoco, na verdade, os cientistas que adotaram o modelo padrão (átomo divisível) certamente ignoram o postulado democritiano que reza:

        “Se toda grandeza fosse divisível ao infinito não haveria mais nenhuma grandeza, não haveria o ser. Se deve subsistir o ser é preciso que a divisão não possa ir ao infinito”

       Devido a sua natureza ínfima, nenhum dispositivo mecânico, elétrico ou eletrônico, por mais avançado que seja, poderá atingir, suprimir, acrescentar ou acelerar um átomo e muito menos dividi-lo.             

       Estamos diante do maior equívoco do século. O LHC é adequado para estudar o núcleo atômico ‘VERSO’, mas não é adequado para estudar o átomo ‘UNO’, portanto ele nunca poderá decifrar o ‘UNIVERSO’, perde sua finalidade, seu objetivo fim.

       Assim, podemos concluir que:

       Com o LHC colidindo tão somente núcleos atômicos não iremos além de um espetáculo pirotécnico de pouca importância e o verdadeiro átomo não será conhecido e a ciência não poderá ser inaugurada.

       Mas, a pergunta que soa e não quer calar é:

       Qual seria a ferramenta adequada para resgatar e compreender o ser absoluto e indivisível denominado átomo?

       Entre as frases concisas que posso reler no livro que está em minhas mãos — Einstein O Enigma do Universo (Huberto Rohden – 1989 – pg. 128) encontro a seguinte resposta:

       “Einstein, como já dissemos, entende por “raciocínio puro” a intuição que ele identifica com a imaginação ou a dedução, em oposição á indução. Toda a ferramenta de Einstein era a pena e o papel. O pensamento intuitivo, ou puro raciocínio, funciona por si mesmo. Mas, diz Einstein, ao feliz evento de descoberta de leis por intuição precederam anos de torturante tatear nas trevas, ansiedades sem fim, alternativas de esperança e desânimo — e, por fim, surgiu a luz. Isto só pode compreender quem o experimentou. Tento 99 vezes e só na 100ª vez acerto. Mas, essa 100ª vez não é analítico-indutiva, é intuitivo-dedutiva”

       Como podemos notar — o pensamento racional que leva ao estágio intuitivo-dedutivo, possibilitando o conhecimento da verdade, é a única ferramenta adequada para desvendar todos os mistérios do átomo e com ele desvendar todos os mistérios do universo.

       Todo o conhecimento a priori é intuitivo-dedutivo e somente num segundo momento é formalmente exteriorizado e se torna empírico-analítico.

       Devemos aceitar que a fonte da sabedoria não está no instrumental, no livro, na escola, na universidade, mas é imanente a cada ser humano. O instrumental, o livro, a escola e a universidade são facilitadores importantes como balizas que indicam o caminho para chegar ao mestre interior e assim, identificar a verdade.

       A sabedoria só pode ser assimilada conscientemente quando acessamos o mestre interior, fonte que se encontra no âmago de cada ser humano, sempre pronta para ser resgatada.

       Se quisermos aumentar o estoque de conhecimento, temos que buscá-lo na fonte imanente ao ser humano através do mestre interior. O intelectual que tivesse absorvido todo o estoque de conhecimento contido nas bibliotecas do mundo inteiro, não teria aprendido nada além daquilo que alguém já sabe. Nada acrescentaria.

       Einstein ensinava que o conhecimento intuitivo é puro, o conhecimento falado é contaminado, o conhecimento escrito é duplamente contaminado, afirma ainda que, o último estágio do processo cognoscitivo vai do Uno ao Verso e não vice-versa, portanto da causa para o efeito, da ação para a reação, do átomo para o núcleo atômico. Infelizmente os cientistas do LHC estão seguindo o caminho diametralmente oposto.

       A meu ver, pelo andar da carruagem, se depender do LHC, o átomo não será conhecido, os resultados serão pífios, e a ciência não poderá ser inaugurada.                

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